Um espaço para os guerreiros soltarem sua voz em torno da fogueira. Tomai assento em vosso lugar em torno da fogueira. E dizei palavras belas.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Poetando: Acordes de um violão!
No silêncio,
silêncio!
Na contemplação,
o olhar.
Na dor,
o cansaço!
Na insistência,
coração!
Na saudade,
acordes
de um
violão!
Tata Junq
Poetando.
Cantei,
amei em
cada nota
em fá,
em dó,
em sibemol!
Soaram suaves
acordes...
suaves,
suaves,
sussurraram leves,
quase imperceptíveis.
E você,
sequer ouviu,
minha revelação,
que em ré,
voltou à pauta.
E registrada
ficou
a canção do sempre,
pra sempre.
Cantei
e te amei
a cada nota.
Tata Junq
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
O ADMIRAVEL MUNDO DAS LETRAS
à todos bibliotecários em especial, aos funcionários da
Biblioteca Municipal de Mauá Cecilia Meireles.
Dia 12 de Marco, dia do Bibliotecário.
Olhou ao redor: Todos concentrados. O silencio, quebrado apenas pelo virar de paginas aqui e ali. “Por que é tão difícil pra mim?”, pensou Renata. Realmente, não tinha paciência para a leitura. Lia as conversas no MSN e no máximo, os recados do Orkut. Isso quando o recado não era muito grande! Mas ela estava ali, na Biblioteca municipal, para mudar isso.
Um dia antes, ouviu uma frase dita pelo apresentador de um Reality Show:
- Você é o que você lê.
Sabia que o programa era um lixo, mas a frase a fez pensar. Lembrou das revistas de fofoca que vez ou outra folheava e refletiu: “Eu sou o que leio? Celebridade eu não sou. Então sou o quê? Alcoviteira?”.
Não, não. Não era isso o que queria da vida. Achava o máximo quando ficava sabendo de uma mulher que dirigia uma empresa ou era escritora. Queria ser assim como elas. Mas para isso, precisava adquirir conhecimento.
O difícil era saber por onde começar. Cruzou os corredores da biblioteca, de um lado para o outro, olhando as prateleiras, parando em uma capa brilhante, folheando um ou outro livro. Foi quando uma moça sorridente lhe abordou:
- Posso lhe ajudar?
- Estou procurando um livro...
- Sabe o título ou o nome do autor?
- Bom, na verdade, eu nunca li nenhum livro na minha vida. Mas decidi que vou passar a ler. Só não sei por onde começar. São tantos...
A bibliotecária calmamente conduziu a jovem aos arquivos de catalogação. Lhe ensinou não só como usá-los, mas também lhe indicou alguns livro e autores.
Levou para casa Dom Casmurro do Machado, e Senhora de José de Alencar. Apesar da dificuldade inicial, terminou em duas semanas.
Não demorou muito tempo, e já devorava dois livros por semana. Lima Barreto, Cecília Meireles, Augusto dos Anjos, Fernando Pessoa, Camões. Sua a sede de conhecimento aumentava a cada dia. Sua visão critica ficava cada vez mais aguçada.
Ela vivia cada pagina, sentia cada sentença; a angústia de K, o crime de Raskólnikov; deu a volta ao mundo em 80 dias, foi da terra à lua; lutou na guerra dos mundos, enfrentou o monstro da Rua Morgue, enquanto recebia as visitas noturnas de um corvo; ficou maravilhada com o monstro incompreendido da Jovem Mary Shelley, horrorizada com o fascismo do livro 1984.
Os livros lhe abriam as portas da percepção para um admirável mundo novo.
Hoje, apesar da faculdade de letras e do estagio lhe tomaram grande parte do tempo, Renata faz questão de ajudar no programa de doação de livros para a biblioteca de sua antiga escola.
- Marcos Roberto Moreira
domingo, 14 de março de 2010
Roteiro:
sábado, 13 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Pornografia pode?

Soneto de Infidelidade
De tudo, até do amor, passarei pinto
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que até em face do menor encanto
Não resisto jamais: eu traio e minto.
Quero metê-lo em cada vão... e sinto
Que esse calor há de matar-me, e entanto
Assim, sem juízo e a causar espanto,
Sigo a gozar e a mais ficar faminto.
E assim quando chegar, com o mau futuro,
Quem sabe o chifre, mal bem merecido,
Quem sabe a impotência, essa tirana,
Eu possa então dizer (com o pau caído):
Que não desperdicei nenhuma chana!
Quem dera fosse infindo o falo duro...
Gregório de Moraes
PS. Contra todos os politicamente corretos que andam chatificando o mundo, sejamos pornográficos!
PPS. Aguardem meu poema cristão, no qual pedirei perdão pelo de acima. (antes, preciso ficar arrependido)
PPPS. O clown anda muito melancólico... traz uma cola de sapateiro daí pra gente.
JdB
segunda-feira, 8 de março de 2010
No Dia Da Mulher

A mulheres criaram um dia para celebrar as lutas,
As conquistas, derrotas e todas as vitórias delas.
Reconheço e saliento-as como legítimas condutas
Por ter seus direitos, justamente, a reconhecê-las.
Mas a mulher que quer ganhar na vida vira Yuppie
Ou lamenta sua condição de mulher sub-globalizada.
Ela é “O” chefe, duro concorrendo como uma Groupie
Para ver quem na empresa manda mais bordoadas.
As mulheres que me desculpem, mas olhem as alheias;
Aquelas mulheres que não levantam suas bandeiras,
Vejam como elas são parecidas a margem dos homens.
Igualar não devia ser, fugir a sua própria natureza
Ou viver uma vida de incertezas, um sonho de princesa.
Devia ser fazer valer a dignidade do próprio nome.
Chris Clown Oliveira
domingo, 7 de março de 2010
QUANDO CHEGAR
"Quando chegar aos 30
serei uma mulher de verdade
nem Amélia nem ninguém
um belo futuro pela frente
e um pouco mais de calma talvez
e quando chegar aos 50
serei livre, linda e forte
terei gente boa ao lado
saberei um pouco mais do amor
e da vida quem sabe
e quando chegar aos 90
já sem força, sem futuro, sem idade
vou fazer uma festa de prazer
convidar todos que amei
registrar tudo que sei
e morrer de saudade."
Martha Medeiros (Porto Alegre, 20 de agosto de 1961) é uma jornalista e escritora brasileira.
quinta-feira, 4 de março de 2010
teu colo
cego
nasci do ovo
da morte
com o sangue
ainda escorrendo
pela ferida
nunca sai da margem
do rio
perdido em sua vertente
depois veio a luz
e fiquei cego
para toda escuridão
Blogagem Coletiva '100 anos de Dia Internacional da Mulher - Celebrar o quê?'
O tema é: "100 anos de Dia Internacional da Mulher: celebrar o quê?". A proposta é discutir o que aconteceu no dia a dia das mulheres em 100 anos de lutas e conquistas.
Para participar, comente neste post colocando o nome e endereço do seu blog, leve o selo e poste um texto sobre o tema no seu blog no dia 8 de março.
Participe!
Mais informações sobre os 100 anos do Dia da Mulher, indicamos o "Dia Internacional da Mulher: em busca da memória perdida" AQUI
terça-feira, 2 de março de 2010
AUTO... AJUDA?
Passando em frente a uma livraria, vi na vitrine um livro, daqueles de auto-ajuda, intitulado: como trabalhar para um idiota. Achei que o titulo estava errado. O mais apropriado seria “como deixar de trabalhar para um idiota”; fácil: É só levar o livro para ler no serviço e deixar que o patrão veja o titulo.
Isso me lembra aqueles livros, “como ficar milionário” ou “como ficar rico da noite pro dia”. Nunca li nenhum, mas imagino que o melhor método para enriquecer rápido, seja justamente lançar um livro sobre como enriquecer, que fosse comprado por um monte de pobre inconformado. Talvez este seja o “segredo” do sucesso afinal.
Nota: o prefixo auto, exprime a ideia de próprio, por si próprio, independente. Por exemplo, ter autoconhecimento é conhecer a si mesmo, certo? Então, se o livro é de auto-ajuda, não deveria servir de ajuda apenas para o autor?
- Marcos Roberto Moreira
segunda-feira, 1 de março de 2010
O regresso de ulisses
PELO CONTRÁRIO, A MULHER, QUE É UM HOMEM, SOUBE SEMPRE GUARDAR AS DISTÂNCIAS E NUNCA PRETENDEU SUBSTITUIR-SE À VIDA SISTEMATIZANDO PUERILIDADES COMO FILOSOFIA, AVIAÇÃO, CIÊNCIA, MÚSICA (SINFÓNICA), GUERRAS, ETC. ALGUNS PEDANTES QUE SE TOMAM POR LIBERTADORES DIZEM-NA “ESCRAVA DO HOMEM” E ELA RI ÀS ESCÂNCARAS, COM A SUA CONA, QUE É UM HOMEM.
DESDE O ÍNICIO DOS TEMPOS, ANTES DA ROBOTSTÓNICA GREGA, OS ÚNICOS HOMENS-HOMENS QUE APARECERAM FORAM OS HOMENS-MEDICINA, OS HOMENS-XAMÃS (HOMOSSEXUAIS ARQUIMULHERES). ÊSSES E AS AMAZONAS (SUPER-MULHERES-HOMENS). MAS UNS E OUTRAS ERAM DEMAIS DEMAIS. E DESDE O INÍCIO DOS TEMPOS QUE PENÉLOPE ESPERA O REGRESSO DE ULISSES. MAS O REGRESSO DE ULISSES É O HOMEM QUE É UMA MULHER E A MULHER QUE É UMA MULHER QUE É UM HOMEM.
Pena Capital, 1957
(Assírio & Alvim, 1982)



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