sábado, 28 de maio de 2011

Nota de falecimento.





Estamos em luto pelo  falecimento do amigo e grande companheiro -  Mauri Chiozzani – pintor de talento e capista da Taba de Corumbê.

Está sendo velado no cemitério Vale dos Pinheirais.
(Av. dos Manacás, 1400 - Jd. Primavera - Mauá – SP)

Seu corpo será sepultado às 15h00 no Cemitério do Santa Lídia.

( R. Três Américas, 214 - Mauá-SP)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MÚSICA do CÉU

Meu Amor, eu te amo um infinito desde agora,
porque a eternidade é urgente,
e tanto te amo mais e demoradamente
que toda a pressa é o querer maior do te chegar

Agora, quando o meu Amor é louco e permanente,
abandono erro e bagagem exagerada
e faço da estrada a subida ao céu pela escada
do amor todo entregue a te exaltar furiosamente

Porque se há amor que um homem aos pés da mulher
deposite, é o meu amor o que requer
dos teus deleites o favor único

de ser amado só pela eternidade sentida
na lágrima que a alma derrama
quando a música do céu nasce do olhar

quarta-feira, 18 de maio de 2011

X Encontro de Pesquisa em História da UniABC

Participação da Taba no - X Encontro de Pesquisa em História da UniABC - presenças de Edson Bueno de Camargo, Aristides Theodoro, Iracema M. Régis e Macário Ohana Vangélis, na mesa "Poesia e Identidade" dia 17/05/2011 no Atelier 1 Bloco c. 





terça-feira, 10 de maio de 2011

APENAS UMA HISTÓRINHA INFANTIL...


imagem google

A pequena estrela chegou naquele céu tão diferente...
No início, estranhou, mas logo, outra estrela fez seus raios ficarem mais intensos.
Para tal estrela, mesmo com muitos anos Luz, aquilo era novidade...
E seguia seus dias feliz!
A outra estrela; forte, de uma coloração diferente da dela, que era brilhante, mas muito branquinha, tornou-se muito importante na sua vida.
Então... esta outra estrela, de coloração diferente e linda, despertou a atenção de outras estrelas, não tão pálida como esta estrelinha, embora brilhante... e a outra estrela, sentiu-se “o máximo!” e começou a menosprezar a estrela.
Ela chorou muito! Magoou-se demais!
E a cada momento que passava, esta outra estrela a magoava cada vez mais...
A pequena estrela foi perdendo o seu brilho, tão grande era a sua tristeza... pois esta outra estrela era o sol na sua vida.
Não sabia mais a quem no Universo perguntar o “por quê” de ser tão magoada por esta estrela forte e colorida...
Então uma voz ecoou no cosmo, se fez ouvir por todas as galáxias e disse: não chore, pequenina estrela, pequenina no tamanho, imensa na intensidade de Luz de Amor verdadeiro... A outra estrela é apenas uma criança e não sabe que a mágoa que semeia à ela retornará... Continue sua trilha, deixe as poeiras insignificantes para trás!
Uma estrela que não entende o amor é apenas um corpo celeste, que um dia apagará, como outras... e ficará, apenas o brilho daquela que soube e sabe verdadeiramente, amar.

Kira, Penha Gonçales


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mácula - Lidiane Santana - Clube de Autores - 2011

Mácula - Lidiane Santana - Clube de Autores - 2011

http://www.clubedeautores.com.br/book/43769--Macula

Sobre o livro: "Mácula" - Lidiane Santana - Clube de Autores - 2011

Quando fez o prefácio de meu segundo livro, a amiga e poeta Katsuko Shishido Pastore, colocou-se a respeito da coragem de se lançar um livro de poemas, em meio a aparentemente tantos livros publicados, por que mais um entre muitos? Já nos idos de 1949, com as cinzas ainda quentes da guerra e seus horrores, Theodor Adorno nos alerta se é possível fazer o poema em tempo de penúria. Se depois dos campos de concentração e extermínio era plausível ainda o poema.

E digo: não só é possível, como necessário. Publicar um livro de poesia, apesar de tudo por vezes estar contra, é um ato de coragem. A poesia não é salvacionista no sentido de regenerar o tecido morto da sensibilidade de todas as pessoas. Mas ao fazê-lo, o poema, já em si um ato de rebeldia, criamos um rito mágico de anunciação do novo. Segundo a kabala, o verbo cria o mundo, mesmo em muitos mitos de criação, é a palavra a força geradora, é o ato criador dos deuses. Quando vejo uma poeta mulher compondo seus versos, fico muito mais feliz, pois é a fêmea a geradora motriz de mundos. É feminino o processo de criação do poema, algo como uma gestação de palavras, para depois em um parto dar-lhe forma no papel.

O livro Mácula tem um sutil movimento vertical, o movimento de queda para o fundo do abismo, rememora os poetas do século XIX e sua tristeza filosófica. Trabalha com poemas curtos, dando uma certa velocidade vertiginosa à queda para o fundo, para o escuro, para um certo desalento. O que é ótimo. Vivemos em uma sociedade em que a felicidade não é mais uma conquista, mas uma obrigação pesada. Ao dar vazão para sua tristeza íntima, Lidiane Santana, se torna porta voz involuntária dos que querem seu direito à tristeza, ao lúgubre, aos escuros, ao invés deste luminoso mundo novo em que estacionamos. Nas palavras da própria escritora, um momento para tomar um "chá com fantasmas".

Convido ao leitor, para ter um cuidado especial com as entrelinhas, a urdidura do tecido, o fio solto, que a cultura árabe deixa em seus tapetes, para provar que a onisciência é reservada a deus. O fio de Ariadne a desvelar os labirintos. Nestes poemas não encontrarão contos de fada açucarados, ou lições de moral, bravatas, ou algo muito fácil de digerir. É o que não está escrito que intriga. É na incompletude que somos todos humanos, e no entanto é na poesia que não nos promete nada, que talvez encontremos nosso verdadeiro eu: o espelho de Narciso e a palma de seu martírio pelo belo.

É necessário que nos enamoremos do abismo, até para poder domesticá-lo em nós.





Edson Bueno de Camargo
poeta, menestrel de impossibilidades

MÁCULA - Lidiane Santana

Convido a todos para o lançamento do livro de poesias "MÁCULA" de Lidiane Santana. Disponível a partir de hoje no Clube de autores:



No ápice da melancolia,MÁCULA faz alusão ao "mal-do-século" dos poetas românticos no século XIX.Repleto de fel, ironiza e debocha das desgraças humanas.Num cenário osbscuro e lúgubre, são narradas algumas peripécias.Ao longo de textos curtos, pequenas alfinetas, dando um aspecto mordaz em todo o livro.Poemas sombrios e satíricos regados ao spleen de Baudelaire e à volúpia de Lord Byron.Contendo também amostras de poesia concreta, disfarça toda essa tristeza com um toque de ludismo.

Texto de orelha assinado pelo poeta Edson Bueno Camargo, Ilustrações do quadrinista Lexy Soares e Prefácio feito pelo jornalista e escritor membro da Academia de Letras da Grande São Paulo Hildebrando Pafundi.

"E co'a taça na mão e o fel nos lábios. Zombaremos do mundo!"
Álvares de Azevedo











quarta-feira, 4 de maio de 2011

A VOLTA DAS OFICINAS DE CONTO


A partir do dia 13 de maio, estarão de volta as Oficinas de Conto.
Elas são uma continuidade das oficinas que começaram em 2009, quando eram ministradas pelo Ubirajara Godoy, e agora, seguem com coordenação de Marcos Roberto Moreira e deste que escreve, com as aulas ministradas por todo o grupo, mas orientação de Vitória Paterna.
Elas ocorrerão a cada duas semanas, às sextas feiras, a partir das 19 horas, na sala Heleny Guariba, da Secretaria de Cultura de Mauá, no prédio do Green Plaza Shopping, em frente a estação de trem.
As oficinas são abertas à todos, e pede-se que ten tem chegar às 18:30, para melhor aproveitamento do tempo.
Segue o calendário das oficinas no decorrer do ano:

13 de maio
27 de maio
01 de julho
15 de julho
29 de julho
12 de agosto
26 de agosto
09 de setembro
23 de setembro
07 de outubro
21 de outubro
04 de novembro
18 de novembro
16 de dezembo

Convide seus amigos!