quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mácula - Lidiane Santana - Clube de Autores - 2011

Mácula - Lidiane Santana - Clube de Autores - 2011

http://www.clubedeautores.com.br/book/43769--Macula

Sobre o livro: "Mácula" - Lidiane Santana - Clube de Autores - 2011

Quando fez o prefácio de meu segundo livro, a amiga e poeta Katsuko Shishido Pastore, colocou-se a respeito da coragem de se lançar um livro de poemas, em meio a aparentemente tantos livros publicados, por que mais um entre muitos? Já nos idos de 1949, com as cinzas ainda quentes da guerra e seus horrores, Theodor Adorno nos alerta se é possível fazer o poema em tempo de penúria. Se depois dos campos de concentração e extermínio era plausível ainda o poema.

E digo: não só é possível, como necessário. Publicar um livro de poesia, apesar de tudo por vezes estar contra, é um ato de coragem. A poesia não é salvacionista no sentido de regenerar o tecido morto da sensibilidade de todas as pessoas. Mas ao fazê-lo, o poema, já em si um ato de rebeldia, criamos um rito mágico de anunciação do novo. Segundo a kabala, o verbo cria o mundo, mesmo em muitos mitos de criação, é a palavra a força geradora, é o ato criador dos deuses. Quando vejo uma poeta mulher compondo seus versos, fico muito mais feliz, pois é a fêmea a geradora motriz de mundos. É feminino o processo de criação do poema, algo como uma gestação de palavras, para depois em um parto dar-lhe forma no papel.

O livro Mácula tem um sutil movimento vertical, o movimento de queda para o fundo do abismo, rememora os poetas do século XIX e sua tristeza filosófica. Trabalha com poemas curtos, dando uma certa velocidade vertiginosa à queda para o fundo, para o escuro, para um certo desalento. O que é ótimo. Vivemos em uma sociedade em que a felicidade não é mais uma conquista, mas uma obrigação pesada. Ao dar vazão para sua tristeza íntima, Lidiane Santana, se torna porta voz involuntária dos que querem seu direito à tristeza, ao lúgubre, aos escuros, ao invés deste luminoso mundo novo em que estacionamos. Nas palavras da própria escritora, um momento para tomar um "chá com fantasmas".

Convido ao leitor, para ter um cuidado especial com as entrelinhas, a urdidura do tecido, o fio solto, que a cultura árabe deixa em seus tapetes, para provar que a onisciência é reservada a deus. O fio de Ariadne a desvelar os labirintos. Nestes poemas não encontrarão contos de fada açucarados, ou lições de moral, bravatas, ou algo muito fácil de digerir. É o que não está escrito que intriga. É na incompletude que somos todos humanos, e no entanto é na poesia que não nos promete nada, que talvez encontremos nosso verdadeiro eu: o espelho de Narciso e a palma de seu martírio pelo belo.

É necessário que nos enamoremos do abismo, até para poder domesticá-lo em nós.





Edson Bueno de Camargo
poeta, menestrel de impossibilidades

MÁCULA - Lidiane Santana

Convido a todos para o lançamento do livro de poesias "MÁCULA" de Lidiane Santana. Disponível a partir de hoje no Clube de autores:



No ápice da melancolia,MÁCULA faz alusão ao "mal-do-século" dos poetas românticos no século XIX.Repleto de fel, ironiza e debocha das desgraças humanas.Num cenário osbscuro e lúgubre, são narradas algumas peripécias.Ao longo de textos curtos, pequenas alfinetas, dando um aspecto mordaz em todo o livro.Poemas sombrios e satíricos regados ao spleen de Baudelaire e à volúpia de Lord Byron.Contendo também amostras de poesia concreta, disfarça toda essa tristeza com um toque de ludismo.

Texto de orelha assinado pelo poeta Edson Bueno Camargo, Ilustrações do quadrinista Lexy Soares e Prefácio feito pelo jornalista e escritor membro da Academia de Letras da Grande São Paulo Hildebrando Pafundi.

"E co'a taça na mão e o fel nos lábios. Zombaremos do mundo!"
Álvares de Azevedo











quarta-feira, 4 de maio de 2011

A VOLTA DAS OFICINAS DE CONTO


A partir do dia 13 de maio, estarão de volta as Oficinas de Conto.
Elas são uma continuidade das oficinas que começaram em 2009, quando eram ministradas pelo Ubirajara Godoy, e agora, seguem com coordenação de Marcos Roberto Moreira e deste que escreve, com as aulas ministradas por todo o grupo, mas orientação de Vitória Paterna.
Elas ocorrerão a cada duas semanas, às sextas feiras, a partir das 19 horas, na sala Heleny Guariba, da Secretaria de Cultura de Mauá, no prédio do Green Plaza Shopping, em frente a estação de trem.
As oficinas são abertas à todos, e pede-se que ten tem chegar às 18:30, para melhor aproveitamento do tempo.
Segue o calendário das oficinas no decorrer do ano:

13 de maio
27 de maio
01 de julho
15 de julho
29 de julho
12 de agosto
26 de agosto
09 de setembro
23 de setembro
07 de outubro
21 de outubro
04 de novembro
18 de novembro
16 de dezembo

Convide seus amigos!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sarau da Taba - Sábado a partir das 15h00 – 04/12/2010





Sarau da Taba:

Dia 04 de dezembro, sábado, a partir das 15h00, irá acontecer o último Sarau da Taba de 2010, com o encerramento festivo das atividades da Taba, que no dia 01 de janeiro de 2011, entre fluxos e refluxos, completará 6 anos de atividade.

Acontecerá também a Noite de autógrafos dos livros dos ilustres membros da Taba, "Os que não leram Os Sertões fizeram do mesmo um livro difícil", de Aristides Theodoro e "Estilhaços Urbanos", de Macário Ohana Vangélis.

Estão desde já todos convidados a participar com sua arte, em uma agradável casa bandeirista e seu clima secular, onde todos tem voz e vez..



Local - Museu Barão de Mauá
Centro de Referência da Memória e História da Cidade
Av. Dr. Getúlio Vargas, 276 – Vila. Guarani – Mauá – SP - Telefones: 4519-6456

Sábado a partir das 15h00 – 04/12/2010





terça-feira, 23 de novembro de 2010

Presença da Taba de Corumbê no II Encontro de Teatro em Mauá - SP






O II Encontro de Teatro tem início nesta quarta (24/11) e vai reunir em Mauá espetáculos e artistas consagrados em mais de 30 apresentações gratuitas. O encontro vai até domingo (28).


Presença da Taba de Corumbê no II Encontro de Teatro em Mauá - SP

Sexta, 26/11, às 18h – Noite de autógrafos.
 
Livro: "Os que não leram Os Sertões fizeram do mesmo um livro difícil", de Aristides Theodoro.
 
Livro: "Estilhaços Urbanos", de Macário Ohana Vangélis.
 
Local: Saguão do Teatro Municipal. 
Rua Gabriel Marques, 353, Vl. Noêmia

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

JERÔNIMO DECIDE MORRER


Estamos com o projeto da história coletiva de JERÔNIMO DECIDE MORRER - A história de um homem que decide se suicidar ao final de um dia. A idéia surgiu durante uma das oficinas de conto que a Taba realiza a cada quinzena, em uma sala da SeCult de Mauá.
Nosso dever, será contar os eventos de um trecho desse dia e das coisas que impediram que Jerônimo se matasse naquele determinado momento.
Eu, Lexy Soares, comecei a história com aintrodução que segue abaixo, onde eu apresento a história. Agora, cada colaborador ( e todos da taba estão desde já convidados) deve continuar a história, seja do ponto onde parou, ou memso mostrando algum fato que aconteceu naquele dia antes do Jerônimo se matar. Cada um pode dar o enfoque e o tom que desejar à sua parte da história - humor, terror, drama, etc - e contar o que quizer a respeito da vida dele ou até mesmo consentrar-se nas pessoas que o cercam.
Em caso de dúvidas, leiam os emails enviados por mim e por Marcos Roberto Moreira, que contém mais informações a respeito. E também estamos enviando o texto com as primeiras colaborações feitas para apreciação, análise, e novas sugestões.
Quem quiser ajudar a matar o Jerônimo, está convidado.


JERÔNIMO DECIDE MORRER - capítulo 1


Fazia uma bela manhã naquele sábado. Era dia 18 de março, e não era um dia nem um pouco especial. Exceto que, naquele dia, Jerônimo decidiu morrer. Um homem de meia idade, solitário, sem expectativas, nem esperanças. Ele imaginava que o melhor era dar cabo de uma existência sem conteúdo como a dele do que continuar inutilmente acordando de manhã, e deitando-se para dormir à noite, com uma tola tentativa de preencher o espaço entre essas duas ocasiões com hábitos arraigados desinteressantes.
Assim, naquela manhã, ele se decidiu. Talvez a única decisão firme que tomara na vida. A primeira coisa que um suicida faz é se decidir como deveria ser sua morte (ao menos, é o que ele achava, já que nunca conheceu um suicida, e era o pensamento que passou pela sua cabeça na hora). Uma morte rápida e indolor, ou lenta e dolorosa? Ele pensou sobre isso, entre um gole e outro de chá de hortelã, e pão de forma com geléia de framboesa. Às vezes, seu pensamento desviava do assunto em pauta (porquê será que cada sabor de geléia tem um preço? E porquê a de framboesa era a mais barata?), mas sempre voltava ao suicídio. E depois de lavar a louça do café, ele se decidiu: iria se matar com a arma que tinha. Um revólver que ele guardava no porão, que possuía desde o tempo em que morava numa favela. Foi um presente de um amigo traficante, que ficou um tempo escondido na sua casa (favor que conseguiu de Jerônimo por saber como fazer as ameaças certas) e ele nuca usou.
Bem, primeiro, era preciso procurar pela arma, depois ver se tinha balas (“Ah, com certeza tem, já que eu nunca usei desde que ganhei.”). Então, como aprendera nos filmes, limpar, e então, “Bang”! Que trabalhão só pra usar uma arma pela primeira, ultima, e única vez no que restava de vida... Se Jerônimo soubesse como seria seu sábado, teria pensado que limpar a arma foi a parte mais tranqüila. Afinal, ele não sabia quem iria bater à sua porta, tocar a campanhinha, chamar pra conversa no MSN, ou mesmo gritar na janela do outro lado da rua.
Ele não sabia. Sequer imaginava que sua tentativa de suicídio seria interrompida tantas vezes. Ainda bem que Jerônimo era uma pessoa paciente, e persistente.
Bem, mas antes de contar o final da história, vamos aos fatos tais quais ele se sucederam:

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Oficina de Poesia da Taba – Neste Domingo – 07/11/2010 -




Oficina de Poesia da Taba – Neste Domingo – 07/11/2010 -


Neste domingo dia 07 de novembro de 2010 acontecerá a “OFICINA DE POESIA” da Taba de Corumbê. Evento aberto e livre.

Domingo: 07/11/2010 - 15h00 ás 17h00


Local: TEATRO MUNICIPAL DE MAUÁ
Rua Gabriel Marques, n.º 353 - Centro – Mauá – SP
(Acesso também pela Avenida João Ramalho, 456.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mais uma casa.



Edson Bueno de Camargo

...os meninos da cidade viram a casa alçar vôo... pág. 110 in - Flores No Pote.- António Souza. -Mazza Edições – Belo Horizonte - 2002.



Um dia alguém muito feliz passou por esta porta. Em outro, com profunda tristeza. D’outra feita, uma criança saltitante a atravessou, e seu caixão, já na profunda idade, também. Seus batentes suportam o peso de todo um tempo, e mais adiante. A porta escancarada conta histórias. Aquele tijolo diz de onde veio. A madeira podre lembra que foi árvore.

Borboletas substituem pessoas, floresce um jardim improvável em meio às telhas.

As casas envelhecem com e como as pessoas, um dia morrem, de doença ou tristeza.

Ruínas são fantasmas enternecidos. As casas não podem sair do local onde estão, mas a muito o abandonaram. 




exercício de criação 6

O que a foto te faz pensar? Que lugar é esse? O que aconteceu antes?

http://gambiarraliteraria.blogspot.com/2010/09/exercicio-literario-6.html

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Oficina de Poesia da Taba – Neste Domingo – 19/09/2010 -



Oficina de Poesia da Taba – Neste Domingo – 19/09/2010 -


Neste domingo dia 19 de setembro de 2010 acontecerá a “OFICINA DE POESIA” da Taba de Corumbê. Evento aberto e livre.

Domingo: 19/09/2010 - 15h00 ás 17h00


Local: TEATRO MUNICIPAL DE MAUÁ
Rua Gabriel Marques, n.º 353 - Centro – Mauá – SP
(Acesso também pela Avenida João Ramalho, 456.

Oficina de Conto da Taba – Nesta Sexta-feira – 17/09/2010 -



Oficina de Conto da Taba – Nesta Sexta-feira – 17/09/2010 -


Nesta sexta dia 17 de setembro de 2010 acontecerá a “OFICINA DE CONTO” da Taba de Corumbê. Evento aberto e livre.

Sexta-feira: 17/09/2010 - 19h00 ás 21h00


Local: BIBLIOTECA MUNICIPAL CECÍLIA MEIRELES
Espaço “Heleny Gariba”
Rua Rio Branco, 87 - 1º Andar – Centro - Mauá – SP - Telefone:. 4547-1483

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

OLHOS APAIXONADOS

Cada noite de desencontro
é um grito estrelando
a saudade no abismo

Cada noite sem você me descompleta
cada lágrima solitária deixo espetada
nos clarões da lua

O deleite dos anjos espalha as brasas
da anarquia aonde eu só queria
ter você

As estátuas sibilam mensagens
pelas aves noturnas
sexo e liberdade encarnam na praia
um anjo de fogo que eu dobro
até fazer da areia um sino do céu
e os amores que eu deixei
dedilham harpas nos meus olhos
apaixonados por você tão intensamente
que nem na morte dispo da pele teu sabor

e o pássaro cego sabe do que é feito o sonho

quando a natureza
se faz música
pelo sorriso da tua alma

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sarau da Taba: Sábado a partir das 14h00 – 25/09/2010



Sarau da Taba:

Dia 25 de setembro, sábado, a partir das 14h00, irá acontecer o primeiro Sarau da Taba de 2010, após desencontros, cancelamentos e uma interrupção de quase um ano.
Estão desde já todos convidados a participar com sua arte, em uma agradável casa bandeirista e seu clima secular, onde todos terão voz e vez..



Local - Museu Barão de Mauá
Centro de Referência da Memória e História da Cidade
Av. Dr. Getúlio Vargas, 276 – Vila. Guarani – Mauá – SP - Telefones: 4519-6456

Sábado a partir das 14h00 – 25/09/2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

rua

Conse Bastos



Olhando para essa rua acho que ela vai dar no infinito, ou é uma rua sem saída? mas o que chama a atenção é a lâmpada, que nem está acesa; fiquei imaginando a noite e a lâmpada e as sombras das casas. Estou há meses com “o império da luz” na cabeça, escrevo guiada por essa luz, escalo longas paredes e me enfio em túneis sem saber o que tem do outro lado. A luz, essa luz me guia. Magrite, meu caro, quanto ferro retorcido, carcaças de animais, lama, folhas, detritos, margeiam essa rua! Sigo em frente e desemboco numa vila, uma igrejinha e uma escola que dormem no meio da noite sem lua. Meninas de mãos dadas em roda numa pracinha em frente a minha casa. Se essa rua fosse minha...Minha casa? Minha rua ? se essa rua fosse minha eu mandava desenhar, eu pintava, se essa rua fosse minha eu mandava avivar as cores do passado para trazer a este altar uma menina sem asas de anjo, uma menina vivendo o seu tempo de sombra, eu pintava todas as cores do seu mundo cinzento: a boneca de olho furado, panelinhas de barro, trapos sujos, palitos de fósforos riscados, tampinhas, botões, cacarecos. E assim eu poderia afinal começar uma história: era uma vez uma criança.

Exercício de Conse Batos para o

Exercício de criação 1

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domingo, 22 de agosto de 2010

MEU AMOR


imagem google











MEU AMOR


Toco o sol com minhas mãos
Levito de tanta emoção
Viajo como fada
numa bolha de sabão...
Flutuo entre as estrelas
Deslizo pelas nuvens
Basta voce tocar de leve a minha mão
Beijar minha face com carinho
Olhar meus olhos
falando devagarinho...
Seu sorriso me encanta
Sua voz me acalanta
E o amor se agiganta
O coração bate mais forte
Agradeço a Deus a sorte
Por ter-te colocado na minha vida
como meu norte...
Mesmo que espinhos machuquem o coração
Sangrem o peito, entristeçam a alma
Uma certeza me acalma
Com voce cessou-se a dor
Pois tudo em ti transpira o amor

Kira, Penha Gonçales

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

meteoros



Edson Bueno de Camargo

encontro o deserto em mim
caminho semana em trilha rasa
as pedras dormem aos meus passos
onde brotam espinhos e flores

o espaço se corta em dois
e cantam as estrelas
os cântaros de aquário
nunca se esvaziam
e teu olhar é um rosa de seda azul

minha língua em chamas
te cobre de cintilações
e colhem os vespeiros maduros
de um mel grosso e escuro
(tempo de macieiras em flor)

aninho me na areia
como cama macia
sou vigiado por escorpiões vermelhos
e o chacal
sonho com uma mãe terna
a me abrigar com seus zelos

no sonho nosso amor
une átomos e estrelas
enquanto estou a mastigar
todos os meteoros possíveis
de teus cabelos




Exercício de criação 2

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casa de papel


 Edson Bueno de Camargo


casa de papel
geração espontânea
de feitiços





Exercício de criação 3

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

viela



Edson Bueno de Camargo

das pedras ancestrais
em meio
da rua
a poça
convida a criança
chafurdar

janelas testemunhas silentes
portas e janelas
com trincos e trancas
gonzos seculares

olhos esticam
pelos vidros
atravessada
espia

lá fora
potes de barro
folhagens e flores
ausência e brisa
esperam


(Exercício de criação 1 – Gambiarra Literária)
05/08/2010

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