Assim que a manhã nasceu
o coelho dominou o caos
atravessando as torres tortas
da poesia
Nem bem o Anjo brilhou
entre a estrela negra e a dourada
a aranha teceu o pentagrama
dos acordes inaudíveis
que apenas o cão do mago capta
na lógica partida do polichinelo
cujo sorriso é herança do tempo
em que o lápis guiava a aquarela
porém, ainda vivemos pelo encanto
das artes mágicas que Arabela
despeja no sonhos dos peixes,
inventando a tinta pelo sonho
para que o sonho nunca a tinta deixe
Um espaço para os guerreiros soltarem sua voz em torno da fogueira. Tomai assento em vosso lugar em torno da fogueira. E dizei palavras belas.
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
TUA FALTA...

imagem de Marilza Abreu
TUA FALTA...
Estou chegando...
Está tão frio aqui fora!
A chuva me faz tremer.
O que posso esperar de você?
Ficarás feliz em me ver?
Ou a saudade não te tocou nem um pouco?
O meu coração bate feito louco!
A ansiedade por te ver...
A saudades que me maltrata...
Estou chegando!
Preciso tanto de um abraço.
Seu... seu abraço...
Kira, Penha Gonçales
ENGANAR-ME! COMO?

imagem google
ENGANAR-ME! COMO?
É dificil quando o coração sente
A alma não mente
Já germinou a semente...
E a tristeza toma conta do peito
Este que não tem mais jeito
Por um amor fora de hora desfeito...
E dos olhos caem lágrimas
Escorrem pelo rosto
Salgam os lábios...
Um soluço
escapa da garganta
Não é que queremos...mas fugir do sentimento
Não podemos...
Kira, Penha Gonçales
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
"O ILUSTRE SORRISO DE UMA ILUSTRE DESCONHECIDA"

Macário Ohana Vangelis
A velha preta africana já não arrasta mais sandálias!...
A cidade ficou mais pobre e mais triste...
A madrasta pátria perdeu mais uma nobre plebéia.
Repousa agora no colo de Nanã?...
Conta causos?...
Colhe flores?...
Colhemos aqui pedra, suores e dissabores.
Não há busto seu de bronze na praça.
Reside ainda na memória do tempo:
As digitais das suas sandálias na calçada,
Sua roupa rota,seus bilhetes (a sorte dançava neles?)
Seu suor, cansado, e o belo riso bondoso dos seus olhos.
PRAÇA 22 DE NOVEMBRO

Deise Assumpção
forma prima esquartejada
(o inexorável)
membros espetados
na memória medram
rodoviária
decibéis de cansaço, pressa, espera
concha acústica reescritura
de antigos versos
simples fonte artificial
a mesma água
da genitora aristocrática
aspersão de fé:
não se corrompe a essência
pode o rio se exorcizar
pequenas árvores
seivam as raízes das primitivas
espectros de futuro e passado
compromissando o Paço
velhos bancos
de reclinar o dorso
furtar beijos de namorados
agora duras muretas-nádegas
de envergar o tronco
olhos-inverno contornando arbustos
que às suas costas engendram flores
(sempre umbigo do universo
cruzando sacros os fios da taba)
SICUT LILIUM

Deise Assumpção
dos corações de pedra
lascas
em dízimo
(as portas do inferno não prevalecerão):
a gruta
pré-adâmica
no miolo da cidade:
recôndito ostensório
da pedra virgem de cor
(serpente calcada aos pés
coroa de doze estrelas)
prenhe
de rostos:
barro arrebatado da multidão esquizofrênica
tecido
na fonte batismal
hóstias de carne e sangue
assim paridas remissas
à fome abissal:
Problemas com o fuso horário?
O ilustrador Sérgio Ribeiro Lemos, o Seri, integra a equipe de arte do Diário do Grande ABC.
http://www.dgabc.com.br/News/14487/pai-de-bigail-e-reconhecido-aqui-e-na-croacia.aspx
domingo, 2 de maio de 2010
Teias
Teias
Em cegos nós
amarro lembranças
a um fio fino
quase invisível
de esperança
de tê-lo um dia
outra vez
entre os meus lençóis
Rosane Oliveira
Em cegos nós
amarro lembranças
a um fio fino
quase invisível
de esperança
de tê-lo um dia
outra vez
entre os meus lençóis
Rosane Oliveira
AH! O AMOR!

imagem google
Ah! O AMOR!
Sempre suave!
Sentimento de carinho...
Entrou devagarinho,
pela fresta que eu deixei.
Entrastes no meu coração,
de mansinho, de mansinho.
Preencheu o espaço vazio
que agora não é mais frio...
Teu sorriso, entontece...
No coração, um sonho tece.
E na Alma...
O Amor acontece.
Kira, Penha Gonçales
terça-feira, 27 de abril de 2010
Miragem
domingo, 18 de abril de 2010
Zabé da Loca
és como foi minha avozinha
lenço amarrado na cabeça
olhos grandes de olhar comprido
destes que devoram tudo com carinho
e cuidado
gente de granito e pés suaves
mesmo para trilha de pedras
muheres com dobras e rugas
quase uma centena de anos cansados
rostos com sombras
e o dedo com o osso apontado
mulheres de parar o vento com o silêncio
e mover pedras com o sussurrar
constroem casas com barro
cacimbas no seco
donas da terra e da água
e aproximam o ventre do ar
senhoras que vestem o mundo
e tecem com os panos
e fiam o algodão das nuvens
ai que os anjos esfarrapados da caatinga
os anjos vaqueiros e pascentadores de bodes
os anjos moleques a tramar travessuras
os anjos de todas as partes e os afogados
e o louco poeta na margem da metrôpole
todos param para ouvir
um pedaço de cana soar as trombetas do céu
sexta-feira, 16 de abril de 2010
timoneira de naufrágios
Edson Bueno de Camargo
lendo Daniel Mazza
o poeta
coleta ossos do verbo
para que se esclareça
o tempo e palavra
a morte fuma
cachimbo de marinheiro
a fumaça entre os dentes sem lábios
velha timoneira de naufrágios
ancorada em um cais seco
nas margens do Mar de Aral
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Entrega
Entrega
Confias aos meus versos,
as terras do teu coração.
Atrevidos, enraízam-se...
tomam posse de toda extensão!
Germinam-me
a cada centímetro de ti,
fazendo florir as terras em erosão.
Confias os teus beijos,
à mudez da minha boca...
cala-te!
Deixe que falem
As nossas digitais!
Rosane Oliveira
tudo o que me pedes
Edson Bueno de Camargo
se tudo o que me pedes
é meu olho
ainda quente
sobre a palma rósea
desta mão de luas novas
(e gelo orgânico )
deixa ao menos
que veja o Sol se quebrando
sobre as costas azuis das montanhas
entre frestas rutilantes
das entranhas da luz
desde teus cílios
molhados pelo orvalho
a correr sob as pálpebras
de ágata leitosa
este majestoso fogo
em espectros de infra-vermelho
desta gigante agonizante em tua íris
ah! mãe dos deuses
(das mulheres de ventre de barro e lava ardente)
que me reste agora a escuridão
de antes de ter nascido
do mar salgado de tuas vestes
eis que voltamos sempre
ao lugar que em êxtase e dor
nos gerou
quarta-feira, 14 de abril de 2010
CONCURSO POESIA SAMA - 2010 - Tema: água
REGULAMENTO DO CONCURSO POESIA SAMA - 2010
A SAMA convida a população a participar do 1º CONCURSO DE POESIA SAMA, cujo tema será “ÁGUA”, de acordo com as seguintes disposições:
CAPÍTULO I
Das categorias
Art.1º) O concurso ocorrerá em 3 categorias
1ª categoria: até 12 anos
2ª categoria: de 13 a 18 anos
3ª categoria: acima de 18 anos
CAPÍTULO II
Das Poesias
Art. 2º) A poesia deverá ser inédita
Art. 3º) Todas as poesias deverão ter no mínimo 14(catorze) versos e no máximo 40(quarenta) versos. Uma única poesia por participante.
Art. 4º) As poesias precisam, obrigatoriamente, abordar o tema Água.
.
CAPÍTULO III
Da inscrição
Art. 5º) A inscrição será efetivada no momento da entrega da poesia mediante preenchimento de ficha específica. O número de inscrição, constante da ficha, será o único elemento identificador da Poesia e constará também do Protocolo de Confirmação de Inscrição.
Art. 6º) A poesia deverá ser entregue datilografada ou digitada, sem informações que possam identificar o autor. Após o preenchimento da Ficha de Inscrição, apenas o número desta será fixado na poesia concorrente.
Art. 7º) Os locais para entrega serão:
• Sama – Av. Washington Luiz, 2.923 – Coordenadoria de Educação Ambiental
• Biblioteca Central, Rua Rio Branco, 85, 1º piso do Shopping Green Plaza
• Biblioteca Machado de Assis, Av. Barão de Mauá, nº 3.312 - Jd. Maringá
• Biblioteca Castro Alves, Av. Castelo Branco, nº 1.954 - Jd. Zaíra
• Círculo de Cultura Paulo Freire, Rua Carlos Spera, nº 484 - Jd. Sônia Maria
• Biblioteca Dias Gomes, Rua Natal, nº 79 - Jd. Oratório
• Via Correio para: Av. Washington Luiz, 2.923 – Vila Magini – Mauá – SP Cep. 09.390-140 - Concurso de Poesia Sama
Art. 8º) As inscrições estarão abertas do dia 23/03/2010 até 03/05/2010.
CAPÍTULO IV
Da seleção
Art. 9º) A Comissão Julgadora será constituída por representantes da SAMA, da Secretaria de Educação, da Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer e da Secretaria do Meio Ambiente.
CAPÍTULO V
Do resultado
Art. 10º) O resultado será divulgado a partir do dia 02/06/2010 pelo site da SAMA – www.pmmsama.sp.gov.br.
CAPÍTULO VI
Da premiação
Art. 11º) Os cinco primeiros colocados de cada categoria receberão “um livro sobre o tema água” em data a ser definida em conjunto com a programação do Dia Mundial do Meio Ambiente, no mês de junho.
CAPÍTULO VII
Disposições Gerais
Art. 12º) Preenchida a ficha, o candidato deverá revisá-la, ficando após sua assinatura
inteiramente responsável pelas informações nela contidas e pela poesia entregue.
Art. 13º) As decisões da comissão julgadora são irrecorríveis.
Art. 14º) Os casos omissos serão decididos em conjunto pela direção da SAMA e comissão
julgadora do Concurso.
Art. 15º) A Sama fica autorizada a fazer uso e divulgação das poesias vencedoras, sempre citando o autor.
Art. 16º) Mais informações serão obtidas com a Coordenadoria de Comunicação ou de Educação Ambiental da Sama.
Parceiros:
Prefeitura Municipal: Secretaria de Educação, Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer e Secretaria do Meio Ambiente
Uma galáxia devora outra galáxia.
Uma galáxia devora outra galáxia, somente as crianças podem lidar com tal incomensurabilidade sem sentir vertigens.
6º Concurso Literário de Suzano
Concurso Literário
Segue anexo o regulamento do 6º Concurso Literário de Suzano, que homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus, autora do livro Quarto de Despejo - Diário de uma favelada que este ano completa 50 anos de sua publicação.
São R$ 3600,00 em prêmios mais a publicação dos 20 primeiros trabalhos na revista Trajetória Literária nº6, que é distribuída também em outros países de Língua Portuguesa.
Mais informações sobre o concurso e a ficha de inscrição, acesse: www.suzano.sp.gov.br/ agendacultural ou www.literaturanobrasil. blogspot.com
Vídeo-Literatura/Projeto Experimental
Não deixe de assistir a experiência áudio-visual que os escritores da Associação Cultural Literatura no Brasil - Suzano, desenvolveram através do Vídeo-Literatura. São 8 escritores que interpretam seus próprios textos entre cordel, poesia e crônica, diante da câmera.
Parte 1
Parte 2
Vem aí os livros
PERIPÉCIAS DE MINHA INFÂNCIA¹
Infanto-Juvenil
E
ESTAÇÃO TERMINAL²
Romance
do autor
SACOLINHA
Agosto de 2010
Ademiro Alves (Sacolinha) tem 26 anos, nasceu na cidade de São Paulo e é formado em Letras. É escritor, autor do romance “Graduado em Marginalidade” (2005) e do livro de contos “85 Letras e um Disparo” (2007) em sua 2ª edição pela Global editora. Atualmente trabalha como Coordenador Literário da Prefeitura de Suzano.
¹ Livro selecionado pela Bolsa Funarte de Criação Literária 2009- Ministério da Cultura
² Livro selecionado pelo Programa de Ação Cultural nº 15 – Secretaria de Estado da Cultura/SP.
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Contatos escritor Sacolinha
(11) 7348-0400
www.sacolagraduado.blogspot.
terça-feira, 6 de abril de 2010
geografia perfeita para insetos
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